Tudo começou começou com um pardo, grande repetidor, da cidade de Ana Dias, município de Itariri, litoral Sul de São Paulo, “descoberto” em 1956. Este curió recebeu a anilha de número 1.534/IBDF/1977, vindo morrer em 22 de abril de 1987, aos 32 anos de idade.

Ao longo de seus três primeiros anos de vida, foi absorvendo notas de outros curiós, até que ficou com o magnífico canto, aliás, o canto oficial, que hoje tanto apreciamos.

Ainda bem que um de seus donos, sr. Walter Moretti, em 1985, portanto, dois anos apenas antes do Ana Dias morrer, teve a brilhante idéia de gravá-lo. Hoje praticamente todos os curiós existentes com este canto, devem isto ao sr. Walter Moretti.

Por volta de 1960, o Ana Dias aprimorava seu canto e já cantava no estilo das localidades da Ana Dias e de Pedro Taques, isto é, com as notas KIM KIM, e as batidas de praia (TUÁ TUÁ TUÁ). Pedro Taques é uma das regiões que abrange a Estrada de Ferro de Sorocaba.

Já na Serra da Mantiqueira se ouvia: KIM KIM TAIS TAIS. Estas duas últimas notas, com o passar do tempo foram consideradas “aberturas”, isto é, indesejadas e de facílimo aprendizado.

Em Itariri se ouvia: TI TUI TUÁ TUÁ.

Na região conhecida por Samaritá se ouvia as notas samaritá ( UIL UIL) e a invertida de canto ou de preparação (TÉ-TÉ). Em pesquisa, pudemos apurar que o curió Ana Dias assimilou tais notas do curió Jurubatuba (nome dado, devido ao rio e a cachoeira, chamarem-se Jurubatuba).

O Canto Praia Grande Clássico, padrão, ou oficial, é o ato do curió Ana Dias. A seguir suas notas originais:


 
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